sexta-feira, 24 de julho de 2020

A mãe que eu não quero ser




Recebi essa imagem recentemente e o texto contido nela me lembrou de um episódio que vivi.
Estava num consultório pediátrico esperando para ser atendida, e uma mãe ao meu lado com 2 filhos gêmeos que não deviam ter mais de 5 anos, irritava-se a todo momento com a impaciência dos meninos que queriam brincar. Ela os obrigava a sentarem e a ficarem quietos a todo momento. E eu vendo tudo, apenas pensava com meus botões: se é um saco para os adultos esperarem sentados quietos, quem dirá para uma criança cheia de energia... Por que ela nãos os deixa simplesmente livres para brincarem enquanto o tempo não passa? Mas é muio mais fácil apontar o erro do outro quando estamos olhando a situação como expectador. 
Então me lembrei das tantas vezes que eu  tive a mesma atitude.
Quantas vezes fui impaciente, cobrando das minhas crianças atitudes de adulto, tolhendo-lhes a vivacidade, repreendendo-lhes por coisas que fugiam da sua compreensão...e naquele momento decidi que eu não queria mais, em momento algum, ser a mãe que rouba-lhes momentos preciosos da infância. Afinal, há um mundo inteirinho esperando por nossas crianças para ser magicamente descoberto e explorado, e tantas vezes em nossa pressa e impaciência de adultos, tentamos mesmo que sem perceber, tornar esse percurso completamente chato. Que brinquem, que corram, que cantem, que se divirtam-se, e que possamos aprender com esses pequenos sábios, como fazer cada dia valer a pena.

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