terça-feira, 4 de setembro de 2018

Sobre resiliência e emoções...

Esses dias aconteceu uma situação que mexeu bastante comigo. Eu conversava com a Letícia sobre uma decisão que eu e o pai tomamos sobre a vida dela, mas que não coincidia com a vontade dela. Porém, em nosso julgamento de pais concluímos que seria o melhor.
Ela tentou argumentar, chorou, porém para nós a decisão estava tomada, e eu só estava tentando explicar para ela, que uma criança não tem discernimento para olhar a situação como um todo e definir o que é melhor para sua vida, por isso, enquanto não atinja tal maturidade, esse papel cabe aos pais.
Vi a frustração nos olhinhos dela e não vou negar que partiu meu coração. Então para encerrar o assunto pedi um abraço, quando ela, sempre tão dócil,  surpreendentemente me respondeu: - Eu não quero te dar um abraço agora.
Senti uma pontada no coracão.
Não era afronta, não era birra, eu pude sentir em seu tom de voz, que ela simplesmente precisava de espaço para absorver a situação e não tinha vontade de me abraçar naquele momento.
Doeu, não vou negar. Passou pela cabeça abraça-la mesmo diante da recusa. Mas logo me contive e  apenas disse: - Tudo bem. Quando você sentir vontade de me abraçar, estarei te esperando.
Neste momento eu também precisei entender que minha menina está crescendo, ás vezes ela estará perto, em outros momentos precisará ficar distante, e ok, vamos aprender a lidar juntas com isso, pois mesmo que as reações dela não sejam a que eu esperava, eu me orgulho por ela estar se expressando e sendo tão corajosa em lidar com suas próprias emoções. 


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